terça-feira, 19 de maio de 2009

Quando estou sóbria

Quando estou sóbria dou por mim com os sentidos sobrecarregados, preciso de ler, preciso de abrir jornais, preciso de fazer jogos matemáticos. Para além disso, ataco ferozmente, mas inadvertidamente, a realidade, o que está mal principalmente.( Não vale o esforço perder tempo a falar do que já se conquistou, mas sim vale para o que ainda não se tem.) Quero saber tudo, quero saber onde vivo, quem esteve antes de mim, quem governou antes do meu tempo, quem governa hoje, como é que governam, como tiveram de cehgar lá, quem trabalha para eles, que tipo de pessoas acabam por seguir esse tipo de carreira, que serviços existem no meu país (seja de que tipo for), que sucessos estão a ter empresas portuguesas a nível nacional e no estrangeiro, como funciona o "mundo" privado, como funciona a interacção com o estrangeiro, etc. Qualquer notícia de teor informativo que esteja a passar na televisão é íman da minha atenção, quase como quisesse recuperar tempo perdido. Ultimamente, tem acontecido com mais frequência do que tinha alguma outra vez. O tempo não suficiente o bastante.

Considero-me medianamente inteligente, não fui criada em nenhum tipo de riqueza, financeira ou social. Antes pelo contrário, se o que não tive foi isso mesmo, dinheiro e vivência social. No entanto, consigo ver o que está em meu redor e entender que nós os portugueses não estamos a receber o que deveríamos e nem o que recebemos vem (muitas vezes) em condições que de nada têem a salutar. Sinto muitas vezes revolta, a política ( e digo isto sem ter conhecimento suficiente do resto da política mundial, culpada) é vergonhosa; os serviços públicos em Portugal são deixados ao abandono e negligenciados, e aqueles que não o são, têem nota negativa no atendimento ao consumidor; nós próprios portugueses não gostamos de Portugal. Pois eu ainda não desgosto, não da maneira apaixonada como tenho visto acontecer. Isto deixa-me muito triste, porque se um português diz que não prestamos então é porque já cruzou os braços, já não tem interesse em fazer mais por Portugal. Portanto, ele torna-se individualista, cuida dos seus e reza para que alguma pessoa no poder o venha salvar de uma situação estancada por escolha. Sim, eu vejo facilmente exemplos desses em todas as partes da minha vida e fico desiludida, porque a meu ver um povo é feito por ele próprio, e se parte dele age distantemente inerte então o que restam são as ruínas de um povo: a pedra. Mas ânimo! Que um povo tem de ter sempre os seus moribundos e não é por isso que vale menos.
Na sequência do que ia dizendo, quando sinto revolta, seja instigação política ou outra, tenho impulsivamente uma tendência para criar uma solução, uma saída (nem que seja só num mundo ideal dentro da minha cabeça, uma vez que há muito ainda que me escapa e esse "muito" é necessário para ser o meio da solução) para melhorar o país onde vivo. Mas sou realista, não me fico pelo imaginário, tento realmente saber como seria resolver certos problemas no mundo real. Rapidamente procuro recursos, quem é responsável por isto, por aquilo, quem é que faz as leis para este tipo de coisas, e aquelas, quem é traiçoeiro, quem é de incorrompível confiança.. Não sei muita coisa, não sei muito que me permita passear pelos caminhos dignos. E penso "Como pode uma pessoa tão inteligente quanto eu, e tendo apenas essa característica em conta, aceder aos recursos que permitam responder a todas as minhas perguntas?"

sábado, 28 de fevereiro de 2009

É muito intenso o peso que descansa sobre mim. Já é cada vez mais comum a clareza que se mostra na minha mente. É mais segura e reconfortante do que foi alguma vez, porque desta vez é real. Fico feliz, porque nunca tive isso, e desta vez tenho por mérito meu e só meu. Mas como já disse, é cada vez mais comum, o que significa que não é constante, não é residente a tempo inteiro, tem vontade própria. Eu sei o que terei de fazer para a vontade passar a responder a mim, eu sei. Seria uma luta, uma rotina, uma obrigação, até deixar de não o ser mais, até fazer parte de mim. É muito difícil. Ainda mais difícil é quando não temos suporte, não tenho parceiros, não tenho nada. Mergulho de novo no degredo, na rotina rotineira, no mesmo dia-a-dia medíocre e bafio, no mesmo ciclo, no mesmo ciclo, no mesmo ciclo. Mas quem me salva? Sei que tu não. Já percebi pelos nossos dias vividos que isso nunca acontecerá, porque já entraste na pior rotina do mundo, aquele em que não se sabe que está numa rotina. ..

sábado, 21 de fevereiro de 2009

parte I de QUALQUER COISA

Tanto por onde começar...
Cada vez mais tenho a certeza de que em tudo existe equilíbrio. Dentro de cada "cenário" é óbvio. E muitos há e muitos se inventam tal como cada vida humana é nova quando passa a existir.
Isto num deles, a felicidade não pode ser completa apenas com um pedaço, por exemplo, o dinheiro, ele só me faz sentir bem se tiver alguém com quem partilhar uma vida, um dia de trabalho sabe bem se no fim dele houver alguém que nos acarinhe a alma só com a sua presença. Bem por esta altura já tou a transvazar confusão..(às vezes é assim)
O que quero dizer é, como uma receita, é preciso um pouco disto, um pouco daquilo e assim por diante. Pois a meu ver, é assim que também acontece com o dia-a-dia de cada um de nós. Cada um precisa de carinho, de vários tipos de carinho, materno, paterno, amigos, pessoas íntimas e outras mais com outras classificações invulgares, mas nem por isso menos relevantes para a vivência pessoal...já tou farta, volto logo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

AngúSTia

Uma casa é só uma casa.
Um espaço onde espalho o que me pertence, em ordem, em desordem.
É colorido, é esbatido.
É apenas um espaço onde passo os últimos dias, não é eterno, não é fugaz.
Tem paredes que guardam somente o calor que me sustenta e um tecto que me arrefece.

É só um lugar.

domingo, 25 de janeiro de 2009

QuartO

A ansiedade é louca quando penso nas horas de amanhã. Tudo é uma descoberta nova,

potencialidades novas e diferentes, planos, mas tudo fica feio e assustador quando a única

companhia que se tem é a sua. Aí já não se precisa ser social, educado, cívico ou outra coisa convencional e por isso todas as coisas relativas começam a pairar e a relativizar-se

tresloucadamente e incessantemente até que seja insuportável olhar para um mero objecto, tudo é horroroso, todas as coisas personificam o mal, o produto dele, a causa dele, o meio dele, não

existe bondade, só lucro. A repulsa não tarda a chegar e pensamentos demoníacos invadem-me a mente, tudo pode ser e nada pode acontecer. Da mente, eles são traduzidos em sensações físicas

para todo o corpo. A alta velocidade penso, penso, penso nisto, penso naquilo, dou por mim e já estou a pensar em tragédias, no fim disto e daquilo, no que não devia ter acontecido, no que

devia ter agido em certos momentos. Sou uma mártir, antes não fui e agora não sei ser, ninguém mo ensinou.




"Porquê?" despoleta mais outros pensamentos que criam um frenesim tal que a realidade mais
crua ataca-me e ela dói-me imensamente, porque antes ela era fantasia, o que vem antes da

existência.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Porque tinha de interromper?

Talento. Quem tem talento? Existe mesmo algo chamado talento? Nasce connosco?Pode ser construído?

O talento é sobrevalorizado. Todas as pessoas nascem com um talento, cada um com um talento, pelo menos, e de indivíduo para indivíduo esses talentos podem ser diferentes. Quando existe um talento menos comum que por ser comum atrai mais a atenção de todos, é muito fácil fazer disso um acontecimento único e elevá-lo a um dom.

Por vezes penso, antes quando não existia tecnologia para enfatizar ainda mais cada "acontecimento", as pessoas viviam, comiam, brincavam, simplesmente existiam substancialmente, sem elevar a um acontecimento quase divino tudo o que fosse único e especial e diferente. Vá, eu sei que não é assim tão linear, mas seguindo a linha de pensamento em que as pessoas eram mesmo assim, saudáveis e felizes e alegres, ter um talento fantástico não era mais do que a natureza do indivíduo, uma coisa natural para ele, nada de divino nem nada que precisasse de "elevação" pois aquele é natural no próprio indivíduo, não foi construído, não foi estudado, não foi nenhum tipo de esforço que criou o talento. Então porquê aclamar esse indivíduo por uma coisa que existe nele e na qual ele não teve participação, apenas é o portentor de?

Claro que uma pessoa quando nasce tem talento de algum género, e pode fazer duas coisas: ou não o desenvolve, e ele acabará por deixar de ter potencial, ou pode investir nele e desenvolvê-lo ao máximo e transformar todo o potencial em realidade.

Porque é que não se pode simplesmente viver? Sem pontuar classificações?

Aqui para mim, pus-me a pensar, qual será o meu talento? Será que já desvaneceu? Pensarei nisso.. E o teu?

sábado, 3 de janeiro de 2009

OLá Bem vIndos. Venham, LeiaM, cRitiquem, esfarrapeM, Matem...DesabaFem agora, se não o fizeres ali EstÁS à vontade para o Fazer AQUI.


Torna-me naquilo que precisares, ATENÇÃO: precisares. Sou tua amiga, tua iniMIga, Teu Carrasco.


Fala Comigo ou passa por mim como se nunca estivesses estado AQUI.




Um AbrAÇO FOFO , DesaPareCE