Uma casa é só uma casa.
Um espaço onde espalho o que me pertence, em ordem, em desordem.
É colorido, é esbatido.
É apenas um espaço onde passo os últimos dias, não é eterno, não é fugaz.
Tem paredes que guardam somente o calor que me sustenta e um tecto que me arrefece.
É só um lugar.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
QuartO
A ansiedade é louca quando penso nas horas de amanhã. Tudo é uma descoberta nova,
potencialidades novas e diferentes, planos, mas tudo fica feio e assustador quando a única
companhia que se tem é a sua. Aí já não se precisa ser social, educado, cívico ou outra coisa convencional e por isso todas as coisas relativas começam a pairar e a relativizar-se
tresloucadamente e incessantemente até que seja insuportável olhar para um mero objecto, tudo é horroroso, todas as coisas personificam o mal, o produto dele, a causa dele, o meio dele, não
existe bondade, só lucro. A repulsa não tarda a chegar e pensamentos demoníacos invadem-me a mente, tudo pode ser e nada pode acontecer. Da mente, eles são traduzidos em sensações físicas
para todo o corpo. A alta velocidade penso, penso, penso nisto, penso naquilo, dou por mim e já estou a pensar em tragédias, no fim disto e daquilo, no que não devia ter acontecido, no que
devia ter agido em certos momentos. Sou uma mártir, antes não fui e agora não sei ser, ninguém mo ensinou.
"Porquê?" despoleta mais outros pensamentos que criam um frenesim tal que a realidade mais
crua ataca-me e ela dói-me imensamente, porque antes ela era fantasia, o que vem antes da
existência.
potencialidades novas e diferentes, planos, mas tudo fica feio e assustador quando a única
companhia que se tem é a sua. Aí já não se precisa ser social, educado, cívico ou outra coisa convencional e por isso todas as coisas relativas começam a pairar e a relativizar-se
tresloucadamente e incessantemente até que seja insuportável olhar para um mero objecto, tudo é horroroso, todas as coisas personificam o mal, o produto dele, a causa dele, o meio dele, não
existe bondade, só lucro. A repulsa não tarda a chegar e pensamentos demoníacos invadem-me a mente, tudo pode ser e nada pode acontecer. Da mente, eles são traduzidos em sensações físicas
para todo o corpo. A alta velocidade penso, penso, penso nisto, penso naquilo, dou por mim e já estou a pensar em tragédias, no fim disto e daquilo, no que não devia ter acontecido, no que
devia ter agido em certos momentos. Sou uma mártir, antes não fui e agora não sei ser, ninguém mo ensinou.
"Porquê?" despoleta mais outros pensamentos que criam um frenesim tal que a realidade mais
crua ataca-me e ela dói-me imensamente, porque antes ela era fantasia, o que vem antes da
existência.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Porque tinha de interromper?
Talento. Quem tem talento? Existe mesmo algo chamado talento? Nasce connosco?Pode ser construído?
O talento é sobrevalorizado. Todas as pessoas nascem com um talento, cada um com um talento, pelo menos, e de indivíduo para indivíduo esses talentos podem ser diferentes. Quando existe um talento menos comum que por ser comum atrai mais a atenção de todos, é muito fácil fazer disso um acontecimento único e elevá-lo a um dom.
Por vezes penso, antes quando não existia tecnologia para enfatizar ainda mais cada "acontecimento", as pessoas viviam, comiam, brincavam, simplesmente existiam substancialmente, sem elevar a um acontecimento quase divino tudo o que fosse único e especial e diferente. Vá, eu sei que não é assim tão linear, mas seguindo a linha de pensamento em que as pessoas eram mesmo assim, saudáveis e felizes e alegres, ter um talento fantástico não era mais do que a natureza do indivíduo, uma coisa natural para ele, nada de divino nem nada que precisasse de "elevação" pois aquele é natural no próprio indivíduo, não foi construído, não foi estudado, não foi nenhum tipo de esforço que criou o talento. Então porquê aclamar esse indivíduo por uma coisa que existe nele e na qual ele não teve participação, apenas é o portentor de?
Claro que uma pessoa quando nasce tem talento de algum género, e pode fazer duas coisas: ou não o desenvolve, e ele acabará por deixar de ter potencial, ou pode investir nele e desenvolvê-lo ao máximo e transformar todo o potencial em realidade.
Porque é que não se pode simplesmente viver? Sem pontuar classificações?
Aqui para mim, pus-me a pensar, qual será o meu talento? Será que já desvaneceu? Pensarei nisso.. E o teu?
O talento é sobrevalorizado. Todas as pessoas nascem com um talento, cada um com um talento, pelo menos, e de indivíduo para indivíduo esses talentos podem ser diferentes. Quando existe um talento menos comum que por ser comum atrai mais a atenção de todos, é muito fácil fazer disso um acontecimento único e elevá-lo a um dom.
Por vezes penso, antes quando não existia tecnologia para enfatizar ainda mais cada "acontecimento", as pessoas viviam, comiam, brincavam, simplesmente existiam substancialmente, sem elevar a um acontecimento quase divino tudo o que fosse único e especial e diferente. Vá, eu sei que não é assim tão linear, mas seguindo a linha de pensamento em que as pessoas eram mesmo assim, saudáveis e felizes e alegres, ter um talento fantástico não era mais do que a natureza do indivíduo, uma coisa natural para ele, nada de divino nem nada que precisasse de "elevação" pois aquele é natural no próprio indivíduo, não foi construído, não foi estudado, não foi nenhum tipo de esforço que criou o talento. Então porquê aclamar esse indivíduo por uma coisa que existe nele e na qual ele não teve participação, apenas é o portentor de?
Claro que uma pessoa quando nasce tem talento de algum género, e pode fazer duas coisas: ou não o desenvolve, e ele acabará por deixar de ter potencial, ou pode investir nele e desenvolvê-lo ao máximo e transformar todo o potencial em realidade.
Porque é que não se pode simplesmente viver? Sem pontuar classificações?
Aqui para mim, pus-me a pensar, qual será o meu talento? Será que já desvaneceu? Pensarei nisso.. E o teu?
sábado, 3 de janeiro de 2009
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